[Alopecia feminina] Especialista da Mais Cabello, do sócio Malvino Salvador, explica tipos e tratamentos

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[Alopecia feminina] Especialista da Mais Cabello, do sócio Malvino Salvador, explica tipos e tratamentos

 

                           Dr. Jurandir Alabarce Carrascosa Junior – Médico Cirurgião

                                                   Diretor Médico da Mais Cabello.

1- Após a polêmica no Oscar 2022, os olhares se voltaram para a questão da calvície feminina. Qual é o nome da condição que acomete Jada Smith? Calvície autoimune e alopecia areata são a mesma coisa?
R: Pelo comentado nos meios de comunicação, foi dito que a condição da atriz é a alopecia areata. A Alopecia areata representa uma das mais frequentes causas de queda de cabelo na fase anágena, ou seja, na fase da produção do fio de cabelo. Essa condição pode ser localizada ou espalhada, e pode ocorrer tanto na criança quanto no adulto saudável. Esse tipo de quadro tem início agudo, com perda de cabelo em áreas bem definidas. No couro cabeludo se torna bem evidente mas pode acometer áreas corporais como barba e sobrancelhas, de forma geralmente redonda ou oval com aspecto completamente careca e liso. Alguns pacientes perdem cabelo em apenas uma pequena área, enquanto outros podem ter um envolvimento mais amplo. Já a alopecia totalis é a perda de todo o cabelo do couro cabeludo e a universalis (ou universal) é a perda de todo o couro cabeludo e dos pelos corporais. Elas são consideradas autoimunes e geram uma agressão ao folículo piloso (ou unidade folicular) onde o bulbo capilar atua como uma proteção imunológica local. Nesta condição há fortes evidências que são formados autoantígenos, ou seja ,fatores contra a evolução do crescimento capilar, favorecendo a sua queda ou enfraquecimento de forma aguda.

 

2- Como a mulher pode perceber os primeiros sinais da calvície?

R: A mulher geralmente pode perceber quando se nota uma queda de cabelo localizada (oval ou redonda) de forma repentina e frequentemente.

 

3- Existe prevenção? Como?

R: Infelizmente, não há prevenção.

 

4- A calvície autoimune tem cura? Quais os tratamentos disponíveis hoje?

R: O tratamento com maior taxa de sucesso é feito com corticoides de forma intralesional, de forma oral ou tópica. Na Mais Cabello, por exemplo, para essa condição temos diversas opções, uma delas é a intradermoterapia. Em termos de exames diagnósticos, nós temos a tricoscopia, que atrelada ao exame clínico médico oferece mais detalhes diagnósticos; a biópsia do couro cabeludo, para maior exatidão das características da doença autoimune; e o exame genético, que nos permite maior assertividade no tratamento, não só da Alopecia areata, mas também Androgenética e Eflúvio telogênico. Além disso, hoje estamos vendo novas abordagens em pesquisas em curso sobre alopecia areata, o que nos indica que em breve teremos ainda mais soluções para essa condição.

 

5- Essa condição é hereditária?

R: A alopecia areata não é hereditária

 

6- Existem vários tipos de alopecia. Quais os que mais acometem as mulheres?

R: A que mais acomete as mulheres é a que chamamos de Eflúvio telogênico, uma condição reversível em que o cabelo cai depois de uma experiência estressante para o organismo. Podendo ser após um quadro de infecção, como o covid, por baixa de ferro e demais vitaminas, estresse cotidiano, entre outros. Já a Alopecia Androgenética, que também acomete as mulheres, tem fundo genético hereditário. Estatisticamente, em consultório médico, a ocorrência da Alopécia areata fica atrás da Alopecia androgenética e do Eflúvio telogênico.

 

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