Desejo todo o axé da Bahia para que vençam essa batalha contra o machismo e o racismo”, diz vereadora de Salvador às deputadas de Portugal vítimas da extrema-direita

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Foto: Divulgação

Desejo todo o axé da Bahia para que vençam essa batalha contra o machismo e o racismo”, diz vereadora de Salvador às deputadas de Portugal vítimas da extrema-direita

Uma das parlamentares, Joacine Katar, esteve em Salvador para seminário da Uneb e participou em julho deste ano de audiência promovida pela Câmara de Municipal

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) se solidarizou, nesta sexta-feira (14), com as deputadas da Assembleia de Portugal, e mais sete ativistas dos direitos humanos, que vem sofrendo ataques racistas e machistas pela extrema-direita. Elas foram ameaçadas de morte na última quinta caso não se retirem do país. “Desejo todo axé da Bahia para que elas vençam mais essa batalha contra o machismo e o racismo”, disse Marta.

As deputadas Mariana Mortágua, Beatriz Gomes Dias (ambas do Bloco de Esquerda) e a independente Joacine Katar Moreira receberam as ameaças de um grupo recém-surgido que se autodenomina Nova Ordem de Avis-Resistência Nacional, em referência a uma ordem militar medieval. Joacine e Beatriz são negras e ambas tem origem na Guiné-Bissau. A deputada Joacine Katar participou virtualmente, no dia 28 de julho, de uma audiência pública promovida pela Câmara de Salvador, através Escola do Legislativo Municipal.

“Quero me solidarizar com todas elas, em especial com Joacine, grande parceira, uma querida, que tem uma relação muito forte com Salvador e com a Bahia e que sempre está disposta a colaborar com seu potencial em eventos daqui. Desejo força e espero que a Justiça se faça presente”, disse.

Para Marta, a escalada dos ataques extremistas na Europa acompanham o que o mundo vem vivenciando com a pandemia: o racismo, o machismo e preconceito ainda mais escancarados. “Ser negro em qualquer lugar desse mundo é difícil, mas ser mulher, negra e ocupar um espaço de poder é duas vezes mais difícil. Nós, mulheres negras, precisamos encarar diversos vieses de racismo: a solidão, a violência policial, o silenciamento, o encarceramento, à exclusão dos espaços de decisão, aos menores salários e à violência doméstica”, declarou.

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