Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Fortaleza realiza projeto social para a reintegração de internas

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                   Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Fortaleza realiza projeto social para a reintegração de internas  

O Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Fortaleza, por meio do Comitê de Cultura e Paz, realiza o projeto “Botão de Rosa”, que consiste em capacitar e preparar jovens mulheres do Centro Socioeducativo Aldaci Barbosa para o seu retorno à sociedade por meio de ações que visam o desenvolvimento emocional, educacional e profissional, possibilitando a reintegração de uma forma mais harmônica.

 

O projeto consiste em atividades diversificadas com o apoio psicopedagógico, relacionamento interpessoal, práticas restaurativas, atividades recreativas, culturais, visagismo, entre outros. “Trabalhamos com o Centro Socioeducativo Aldaci Barbosa Mota, unidade de internação feminina do Estado do Ceará, em parceria com o Instituto Educação Portal (IEP), SEAS – Superintendência Estadual de Atendimento Socioeducativo, Defensoria Pública CE e empresas. Apresentamos, por meio de profissionais de diversos segmentos, atividades diferenciadas para tornar mais tranquilo o retorno das jovens à sociedade”, ressalta a líder do Comitê de Cultura e Paz, Aline Miranda.

                                                         Depoimento

 

K* é uma das internas que foi contemplada pelo projeto do Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Fortaleza. “Eu tive a oportunidade de participar de um projeto, onde fiz um curso de varejo por cinco meses, esperando ser encaminhada para o mercado de trabalho. Fui chamada para trabalhar como jovem aprendiz na instituição IEP, onde me dediquei muito no meu trabalho, dei o melhor de mim, pois sabia que ali iria ser a minha mudança de vida. Eu frequentava o curso e depois eles me buscavam para o trabalho. Passei um mês nessa rotina todos os dias, não foi fácil chegar atrás do portão e saber que teria que voltar para o centro socioeducativo, mas também sabia que no IEP e na empresa seria minha mudança totalmente de vida. Com um mês, ganhei a tão esperada liberdade que já não acreditava mais, já estava quase perdendo as esperanças de sair dali.  Enfim, um ano e oito meses de muita experiência, muitas perdas, e muita vitória também, mas isso tudo me serviu de lição e aprendizado.  Eu só tenho a agradecer as Mulheres do Brasil e ao IEP e meus professores, por sempre me incentivarem a seguir adiante. Graças a Deus, com muito esforço, fui efetivada antes do contrato de aprendiz acabar”, relata.

 

 Sobre o Grupo Mulheres do Brasil

 

Composto por mais de 70 mil mulheres oriundas de vários segmentos, organizadas em núcleos espalhados em todo o Brasil e em alguns países do mundo, o grupo tem como propósito construir um Brasil melhor a partir do protagonismo feminino. Trabalha ativamente em conjunto com outras organizações e engajando suas integrantes para discutir, propor e realizar ações em temas ligados à educação, empreendedorismo, igualdade de gênero e racial, combate à violência contra a mulher e outros temas de interesse social. Tem uma agenda propositiva com planos de ação.

 

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