Toinha Rocha deixa COEPA, se destacando como um dos grandes nomes da causa animal no Ceará

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  Toinha Rocha deixa COEPA, se destacando como um dos grandes nomes da causa animal no   Ceará

                              FOTO: Divulgação 

 Por:Fernanda Leite

Toinha Rocha (57), deixou no 01 de julho, a Coordenadoria Especial de Proteção e Bem-Estar Animal (COEPA), para disputar vaga na Câmara Municipal, sendo uma das apostas da Rede Sustentabilidade que, na Capital, decidiu não lançar candidato à Prefeitura e fechar acordo para apoiar o nome que o prefeito Roberto Cláudio (PDT) indicar ao Paço Municipal.

Toinha entrou para a história como a primeira coordenadora de Proteção e Bem-Estar Animal de Fortaleza e um dos nomes mais atuantes da causa animal do estado do Ceará. Em sua passagem pela pasta, abriu portas, deu visibilidade à causa, dialogou com parlamentos, prefeitos e governadores. A COEPA de Fortaleza foi inspiração para a COEPA estadual e outras municipais aqui do Nordeste. “Através da COEPA, criamos a Rede de Proteção Animal de Fortaleza, foi criada a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, o Vetmóvel na Rua – serão entregues mais dois vetmóveis até julho e uma clínica pública veterinária com especialidades. Dezenas de Cachorródromos e Educação Ambiental nas escolas. Castrações para protetores independentes, abrigos, ONGs e Lares Temporários” – explica.

Além disso, em 2012, foi eleita vereadora, tendo se destacando pela defesa dos excluídos. A pauta animal passou a ter visibilidade na política cearense nesse período. Toinha também é conhecida por elevar muitos debates para a cidade e para o parlamento: LGBT , Moradia, Mulheres, Direitos Reprodutivos das Mulheres, Racismo, Homofobia, Intolerância Alimentar, Autismo, Passe Livre para estudantes e desempregados, primeira voz na história a defender os animais. Recebeu da imprensa de Fortaleza o título: Toinha Rocha fez em 4 meses o que muitos não fazem em 4 anos, por em 2010, ter assumido a licença do vereador João Alfredo, ficando do dia 3 de novembro a 3 de março de 2011.

“Sou do coletivo e aposto na nova política. Para mim, política tem que ser ocupada por pessoas que saibam e mostrem trabalho. Parlamento não é local de se brincar. Muitos falam mal da política e dos políticos e querem ser políticos, mas não sabem a diferença entre os papéis do executivo e legislativo” – afirma Toinha.

De acordo com Toinha Rocha, desde criança se interessa pelos animais, mas não tinha a compreensão de que era preciso políticas públicas. Já tinha na sua casa em Guajeru muitos animais resgatados e ajudava com ração, pagando clínicas e vermífugos aos vizinhos e pessoas próximas. “Dra. Míriam Marinho, sempre foi uma grande parceira desde que chegou em Messejana e montou o Hospvam. Quando me elegi, fazia reuniões semanais com a assessoria, que era composta de 22 pessoas. Eu tinha dois assessores que são protetores dos animais: Lucas Moreira, a quem tinha sido dado a tarefa de ser assessor de juventude e Verinha Martins, nossa assessora, secretária, motorista, que também era protetora. E por causa deles colocamos na pauta da reunião o tema” – lembra.

Sua saída da COEPA deixa um legado e ainda tem muito para acontecer no órgão por causa de sua gestão. Até o final do ano, a COEPA terá dois Vetmóveis circulando com 1.000 castrações por mês para tutores e o atual ficará fixo na clínica com 800 castrações somente para protetores independentes, ONGs e Abrigos. A Clínica gratuita está em construção e será um grande presente para cidade e para os animais.

Toinha também foi responsável pela campanha Patas Unidas, uma ideia que ela teve e foi abraçada por todos da Rede de Proteção. “Arrecadamos 9.506 quilos de ração, que foram distribuídos nos pontos de abandono. Um movimento de solidariedade e de muito amor pelos animais em situação de vulnerabilidade” – conta.

No atual momento, Toinha está fazendo lives com temas diversos em relação aos animais, trocando conhecimentos e tirando muitas dúvidas. “Eu faço o que meu coração toca e o que o dever me manda. Faço pela causa animal o que faço por todas as causas que abraço e como os animais não falam, mas sentem fome, sede, medo, frio e calor, eu dou a eles minha voz, minha energia, minha luta, minha determinação e protejo os que protegem e cuido dos que cuidam”- afirma.

Toinha também faz um lindo trabalho educativo com crianças, através de palestras que, mesmo deixando a COEPA, pretende continuar após o termino da pandemia. “O trabalho educativo junto às crianças é uma semente que darão frutos daqui 15, 20 anos. Neste curto espaço de tempo não estamos mais no mesmo lugar, estamos caminhando com passos firmes na mudança de conceitos e pré-conceitos” – conclui.

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